quarta-feira, 6 de agosto de 2025

A arte de contar histórias

 


A arte de contar histórias

Por Andréa Pessanha


Apresentação do conto: As aventuras de Moema na floresta, durante a Expo 2025 de Macaé 

    O encantamento e a magia da literatura, através da expressão corporal e da imposição da voz, com a finalidade de despertar a criatividade e imaginação dos ouvintes. Tem sido assim, o trabalho do contador de histórias, que utiliza mais do que palavras e sons para transmitir uma narrativa de diversos gêneros textuais, com o objetivo de transportar a plateia para o mundo da fantasia.  

    De acordo com Vygotsky, entre outros teóricos, a contação de histórias é um valioso instrumento de auxílio à prática pedagógica de professores desde a Educação Infantil e perpassando demais etapas da Educação Básica.

    A contação de histórias na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é uma prática pedagógica valorizada na Educação Infantil, especialmente dentro do campo de experiência "Escuta, fala, pensamento e imaginação". A BNCC orienta que a contação de histórias deve ser utilizada para desenvolver a linguagem, a criatividade e a percepção crítica das crianças, através da interação com diferentes gêneros textuais, como contos e fábulas. 

    Além disso, a contação de histórias desempenha um papel fundamental no desenvolvimento infantil, impactando diversas áreas do conhecimento e habilidades da criança, promovendo o desenvolvimento da linguagem, da inteligência emocional, da capacidade de ouvir e de interagir socialmente. 

    São vários os benefícios da contação de histórias: o desenvolvimento da linguagem; estímulo à imaginação e criatividade; desenvolvimento da inteligência emocional; promoção da socialização; formação de valores e identidade; criação de vínculos afetivos; desenvolvimento do pensamento crítico e reflexivo; escolher histórias adequadas à faixa etária; usar diferentes recursos; incentivar a interação; adaptar as histórias; e criar um ambiente acolhedor.

    Vale a pena destacar a diferença entre ler e contar histórias. Na leitura, a história é apresentada, preservando as palavras escolhidas pelo autor. Assim, o leitor deve se manter fiel ao que está escrito. Já na contação de histórias, a trama sempre sofre pequenas modificações, uma vez que o contador tem a liberdade para improvisar e agregar elementos a ela, nunca contando uma história da mesma forma.

    E por fim, mas não menos importante, muito pelo contrário, é fundamental escolher a história ideal, de acordo com a faixa etária da criança, objetivo proposto, principalmente quando se tratar de um projeto pedagógico, para que seu público-alvo possa estabelecer relação do que está sendo apresentado, com as atividades diárias, dentro da sua rotina escolar.  

    Segundo Paulo Freire, “a Contação de História pode ser um ato de libertação, se cada conto e reconto for momento de diálogo aberto e crítico com compromisso e responsabilidade de formação de um ser humano digno, fraterno e justo”.

    Já conhece o meu projeto de Contação de Histórias “Deixa Eu Contar”? Se ainda não, me siga nas redes sociais e também nas do projeto, com o mesmo nome, para que você possa se inteirar da proposta.

    Um grande abraço e até o próximo artigo.

                                                            Andréa Pessanha

Contadora de Histórias

 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

O encantamento da leitura deleite

 


    "Uma boa leitura é terapia para a alma e conhecimento para a mente. 

       Frase retirada do livro "Conhecimento, mente e alma".

    Nada melhor do que não precisar sofrer para se fazer uma leitura. Ou melhor, procurar a leitura como uma fonte de alegria e prazer, sem ter que ser forçado. Ler pelo deleite, sem precisar fazer algo depois. Ler, por sentir a necessidade de adquirir conhecimento, viajar através da imaginação e voar por meios das palavras... enfim, navegar no universo literário, por entender que a leitura alimenta a nossa alma.

    Infelizmente, nem todos os adultos conseguem ter essa consciência, pois quando eram crianças ou na adolescência, tiveram experiências negativas ou bem distantes do encantamento e cresceram com a mentalidade de que a leitura era uma tortura, um peso nas aulas de Língua Portuguesa ou como um castigo e ter que ir para a biblioteca da escola, ler algo para fazer uma redação ou resumo. E ali já surgia uma nova "inimiga": a produção textual, e com ela o bloqueio da escrita.

    Quem lê por prazer, adquire mais conhecimentos, criatividade, imaginação, amplia seu vocabulário, além de sentir inspiração para escrever também, sem limites, sem ficar contando linhas para se "livrar" daquela atividade. E fico a me perguntar, se a maioria dessas pessoas que acham chato ler, não tem paciência de degustar um texto mais longo ou que só procuram a leitura quando necessário, perceberam em qual momento de suas vidas, os livros deixaram de ser algo prioritário em suas vidas.

        Eu me recordo na época escola, nos meus primeiros anos de vida, esse movimento pelo encantamento pela leitura e de como isso me trazia felicidade, empolgação. Tive sorte de conviver com pessoas da minha família que tinham a leitura como uma habito diário e não como um peso ou obrigação. E enquanto crescia, os livros e revistas foram se tornando primordiais para o meu desenvolvimento, enquanto profissional e mulher.

    E como educadora, principalmente por ser da área de Letras, sempre norteei meu trabalho em projetos neste setor. Que saudades do extinto projeto de Leitura "Leia Brasil", que me inspirou com o nome desse blog - projeto da conclusão do curso de Comunicação Social, que antes fora pensado em uma revista e jornal em formato JB. Mas como vivemos nos tempos das Tecnologias, reforço esse tipo de propagação desse trabalho via internet e redes sociais. Afinal, vivemos na era digital e assim podemos utilizá-la de forma mais inteligente e consciente. 

    E uma das práticas pedagógicas de incentivo e fomentação à leitura, principalmente nas unidades escolares, é a Leitura deleite, que consiste em ler para se divertir e sentir prazer, sem se preocupar com a forma. É uma atividade que pode ser feita por si ou com outras pessoas. Simples assim.  

    A  leitura deleite pode: incentivar o gosto pela leitura, estimular a criatividade, promover a imaginação e a fantasia, favorecer o alcance de novos conhecimentos, estabelecer uma nova aproximação entre leitor e texto. A leitura deleite é uma estratégia pedagógica que pode ser utilizada em sala de aula ou em casa. 

Por mais leitura e menos ansiedade,

Um grande abraço,

Andrea Pessanha


sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Sobre a jornada do Jornalismo Educacional e Educativo em minha vida - o início de tudo

 

    A proposta do Blog é divulgar práticas pedagógicas de sucesso e informar sobre conhecimentos na área da Educação

    Tudo começou quando eu era Diretora Pedagógica do Ciep 465 Dr. Amilcar Pereira da Silva, no  bairro Caxias em Quissamã, de 2001 a 2004, e como tal, desenvolvia vários projetos na escola com os  professores, alunos e equipe pedagógica, de acordo com as orientações da Secretaria Municipal de Educação. E desde que atuava como professora nesta instituição de ensino, sempre gostei de expor os trabalhos dos meus alunos nos corredores da escola, apresentar dramatizações nas outras turmas de e a compartilhar minhas experiências com outros colegas de profissão. Como sempre digo, informação e conhecimento são coisas que precisamos passar adiante, caso contrário, não há sentido de termos.

    Com a oportunidade que tive, por meio do extinto jornal impresso, A Folha de Quissamã, com o convite do seu proprietário e editor chefe, Cláudio Azevedo, comecei a escrever sobre os projetos que aconteciam em sala de aula pelos educadores, os trabalhos dos alunos e as ações da nossa equipe gestora. No início, os textos eram editados para a linguagem jornalística pelos jornalistas que trabalhavam no jornal, e posteriormente, com a minha entrada para a Faculdade de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, iniciei minha trajetória com o Jornalismo Educacional. 

    Graças incentivador, Cláudio Azevedo, tive a coragem de ingressar para mais uma nova jornada de conhecimento acadêmico, já com a experiência da Faculdade de Letras, onde a leitura e escrita faziam parte das aulas diariamente. E assim conquistei esse espaço no jornal, destacando o nome do Ciep e de todo o corpo docente e discente nas manchetes, elevando assim o nome da instituição e de todo um trabalho sério realizado por seus profissionais de Educação. No último ano da faculdade, já trabalhando na secretaria de Educação como Diretora do Ensino Fundamental, consegui ir para a secretaria de Comunicação. 

    Nada melhor do que a prática contínua para que nós possamos aprimorar uma habilidade. Sentia que precisava praticar o texto jornalístico para ter condições de avançar na minha escrita, vivenciar o dia a dia de uma assessoria de comunicação e de uma redação de jornal, para adquirir mais experiências. E assim iniciou minha jornada. Tudo que eu vivia na Secretaria de Educação e nas escolas, se transformava em pauta. A criatividade deslanchou, principalmente com as dicas do Coordenador de Jornalismo da época, Paulo Filgueiras, profissional que tenho muita gratidão, assim como o Secretário da pasta, Rodrigo Florêncio pela oportunidade, e todas os colegas de profissão, que me inspiravam com seus releases, para que eu pudesse construir meus próprios textos, com o meu estilo e assinatura.

    E no último ano do curso, precisava buscar um tema para minha monografia, que tivesse a ver com tudo que eu vivia, minhas bagagens e histórico como educadora, com foco no Jornalismo. E com as orientações da professora Luciane Chame, entre outros mestres da época, cheguei finalmente ao meu tema: A interface entre o Jornalismo Educacional e Educativo, sob o ponto de vista do Jornalismo de Revista. E ainda com o desafio de criar um produto: a Revista Leia. Ela também passou pela versão do antigo Jornal JB e nos tempos atuais como Blog, por estarmos também na era digital e por não ter condições financeiras de arcar com os custos de impressão. Entretanto, até hoje sonho com o cheiro das páginas coloridas da revista impressa no papel couche. Estou jogando para o Universo esse desejo!

    A proposta do trabalho monográfico, era explicar a diferença entre os dois tipos de Jornalismo na Educação, destacando a importância de cada um no ambiente escolar, tanto na divulgação das práticas pedagógicas, quanto na realização e apresentação de projetos e eventos com alunos e Profissionais da Educação. E depois de quase 17 anos de formada, e ter vários tipos de experiências como educadora e jornalista, em Quissamã, Carapebus e Macaé, estou de volta ao início de tudo, na produção das minhas próprias pautas, em ambos os jornalismos, para dar continuidade ao que eu idealizei desde 2004.

    O universo vai conspirando a nosso favor, a gente vai parando de procrastinar e colocar desculpas, e dá o pontapé inicial com esse pequeno histórico para que vocês - meus leitores, possam entender as razões de ter criado esse blog.

    Até o próximo artigo ou matéria do meu mais novo "filho": Leia, o Blog da Educação.

Beijos de Luz,

                                                         Andréa Pessanha

                                                     Educadora e Jornalista




A arte de contar histórias

  A arte de contar hist ó rias Por Andréa Pessanha Apresentação do conto: As aventuras de Moema na floresta, durante a Expo 2025 de Macaé ...