A
arte de contar histórias
Por
Andréa Pessanha

Apresentação do conto: As aventuras de Moema na floresta, durante a Expo 2025 de Macaé
O encantamento e a magia da literatura, através da expressão corporal e da imposição da voz, com a finalidade de despertar a criatividade e imaginação dos ouvintes. Tem sido assim, o trabalho do contador de histórias, que utiliza mais do que palavras e sons para transmitir uma narrativa de diversos gêneros textuais, com o objetivo de transportar a plateia para o mundo da fantasia.
De acordo com Vygotsky, entre outros teóricos, a contação de histórias é um valioso instrumento de auxílio à prática
pedagógica de professores desde a Educação Infantil e perpassando demais etapas
da Educação Básica.
A contação de histórias na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é uma prática pedagógica valorizada na Educação Infantil, especialmente dentro do campo de experiência "Escuta, fala, pensamento e imaginação". A BNCC orienta que a contação de histórias deve ser utilizada para desenvolver a linguagem, a criatividade e a percepção crítica das crianças, através da interação com diferentes gêneros textuais, como contos e fábulas.
Além disso, a contação de
histórias desempenha um papel fundamental no desenvolvimento infantil,
impactando diversas áreas do conhecimento e habilidades da criança, promovendo
o desenvolvimento da linguagem, da inteligência emocional, da capacidade de
ouvir e de interagir socialmente.
São vários os benefícios
da contação de histórias: o desenvolvimento
da linguagem; estímulo à imaginação e criatividade; desenvolvimento da
inteligência emocional; promoção da socialização; formação de valores e
identidade; criação de vínculos afetivos; desenvolvimento do pensamento crítico
e reflexivo; escolher histórias adequadas à faixa etária; usar diferentes
recursos; incentivar a interação; adaptar as histórias; e criar um ambiente
acolhedor.
Vale a pena destacar a diferença entre ler e contar histórias. Na leitura, a história é apresentada, preservando as palavras escolhidas pelo autor. Assim, o leitor deve se manter fiel ao que está escrito. Já na contação de histórias, a trama sempre sofre pequenas modificações, uma vez que o contador tem a liberdade para improvisar e agregar elementos a ela, nunca contando uma história da mesma forma.
E por fim, mas não menos importante, muito pelo contrário, é fundamental escolher a história ideal, de acordo com a faixa etária da criança, objetivo proposto, principalmente quando se tratar de um projeto pedagógico, para que seu público-alvo possa estabelecer relação do que está sendo apresentado, com as atividades diárias, dentro da sua rotina escolar.
Segundo Paulo Freire, “a Contação de História pode ser um ato de libertação, se cada conto e reconto for momento de diálogo aberto e crítico com compromisso e responsabilidade de formação de um ser humano digno, fraterno e justo”.
Já conhece o meu projeto de Contação de Histórias “Deixa Eu Contar”? Se ainda não, me siga nas redes sociais e também nas do projeto, com o mesmo nome, para que você possa se inteirar da proposta.
Um grande abraço e até o próximo artigo.
Contadora
de Histórias

