Tudo começou quando eu era Diretora Pedagógica do Ciep 465 Dr. Amilcar Pereira da Silva, no bairro Caxias em Quissamã, de 2001 a 2004, e como tal, desenvolvia vários projetos na escola com os professores, alunos e equipe pedagógica, de acordo com as orientações da Secretaria Municipal de Educação. E desde que atuava como professora nesta instituição de ensino, sempre gostei de expor os trabalhos dos meus alunos nos corredores da escola, apresentar dramatizações nas outras turmas de e a compartilhar minhas experiências com outros colegas de profissão. Como sempre digo, informação e conhecimento são coisas que precisamos passar adiante, caso contrário, não há sentido de termos.
Com a oportunidade que tive, por meio do extinto jornal impresso, A Folha de Quissamã, com o convite do seu proprietário e editor chefe, Cláudio Azevedo, comecei a escrever sobre os projetos que aconteciam em sala de aula pelos educadores, os trabalhos dos alunos e as ações da nossa equipe gestora. No início, os textos eram editados para a linguagem jornalística pelos jornalistas que trabalhavam no jornal, e posteriormente, com a minha entrada para a Faculdade de Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, iniciei minha trajetória com o Jornalismo Educacional.
Graças incentivador, Cláudio Azevedo, tive a coragem de ingressar para mais uma nova jornada de conhecimento acadêmico, já com a experiência da Faculdade de Letras, onde a leitura e escrita faziam parte das aulas diariamente. E assim conquistei esse espaço no jornal, destacando o nome do Ciep e de todo o corpo docente e discente nas manchetes, elevando assim o nome da instituição e de todo um trabalho sério realizado por seus profissionais de Educação. No último ano da faculdade, já trabalhando na secretaria de Educação como Diretora do Ensino Fundamental, consegui ir para a secretaria de Comunicação.
Nada melhor do que a prática contínua para que nós possamos aprimorar uma habilidade. Sentia que precisava praticar o texto jornalístico para ter condições de avançar na minha escrita, vivenciar o dia a dia de uma assessoria de comunicação e de uma redação de jornal, para adquirir mais experiências. E assim iniciou minha jornada. Tudo que eu vivia na Secretaria de Educação e nas escolas, se transformava em pauta. A criatividade deslanchou, principalmente com as dicas do Coordenador de Jornalismo da época, Paulo Filgueiras, profissional que tenho muita gratidão, assim como o Secretário da pasta, Rodrigo Florêncio pela oportunidade, e todas os colegas de profissão, que me inspiravam com seus releases, para que eu pudesse construir meus próprios textos, com o meu estilo e assinatura.
E no último ano do curso, precisava buscar um tema para minha monografia, que tivesse a ver com tudo que eu vivia, minhas bagagens e histórico como educadora, com foco no Jornalismo. E com as orientações da professora Luciane Chame, entre outros mestres da época, cheguei finalmente ao meu tema: A interface entre o Jornalismo Educacional e Educativo, sob o ponto de vista do Jornalismo de Revista. E ainda com o desafio de criar um produto: a Revista Leia. Ela também passou pela versão do antigo Jornal JB e nos tempos atuais como Blog, por estarmos também na era digital e por não ter condições financeiras de arcar com os custos de impressão. Entretanto, até hoje sonho com o cheiro das páginas coloridas da revista impressa no papel couche. Estou jogando para o Universo esse desejo!
A proposta do trabalho monográfico, era explicar a diferença entre os dois tipos de Jornalismo na Educação, destacando a importância de cada um no ambiente escolar, tanto na divulgação das práticas pedagógicas, quanto na realização e apresentação de projetos e eventos com alunos e Profissionais da Educação. E depois de quase 17 anos de formada, e ter vários tipos de experiências como educadora e jornalista, em Quissamã, Carapebus e Macaé, estou de volta ao início de tudo, na produção das minhas próprias pautas, em ambos os jornalismos, para dar continuidade ao que eu idealizei desde 2004.
O universo vai conspirando a nosso favor, a gente vai parando de procrastinar e colocar desculpas, e dá o pontapé inicial com esse pequeno histórico para que vocês - meus leitores, possam entender as razões de ter criado esse blog.
Até o próximo artigo ou matéria do meu mais novo "filho": Leia, o Blog da Educação.
Beijos de Luz,
Andréa Pessanha
Educadora e Jornalista

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